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Defesa de Witzel reclama que inquérito violou sigilo com advogados: 'Não vou dormir hoje'

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No inquérito que investiga a participação do governador Wilson Witzel em supostos desvios de dinheiro público durante a pandemia, sua defesa reclama do acesso dos procuradores da Lava-Jato do Rio a conversas entre Witzel e seus advogados pelo Whatsapp.

No documento anexado ao inquérito da ação penal contra Witzel consta o "Relatório de Análise de Material Apreendido", tratando especificamento do celular do governador afastado. A Procuradoria-Geral da República identificou 603 grupo de WhatsApp, alguns deles, na visão dos procuradores, relevantes para as investigações.

"Denotam um elevado nível de preocupação ante os graves fatos revelados após a deflagração da Operação Favorito, que investigou um grupo de empresários envolvidos em fraudes na Saúde do Estado do Rio de Janeiro", operação da Lava-Jato do Rio que ocorreu em junho de 2020, que resultou na denúncia do empresário Mario Peixoto, por exemplo. Witzel veio a ser afastado do cargo em função das suspeitas em agosto.

Em 15 de maio, data da Operação Favorito, que culminou com a prisão do empresário Mario Peixoto, foi criado o grupo "Defesa WW" no WhatsApp. Participavam advogados e um ex-secretário de Estado, André Moura. No grupo, os participantes tratavam da defesa de Witzel pensando no que estaria por vir com possíveis denúncia, enquanto o governador mostrava preocupação quanto a um possível pedido de prisão: "Alguma novidade. Não vou dormir hoje".

Witzel segue afastado do cargo de governador após determinação do STJ. Seu processo de impeachment, que corre no TJ do Rio, voltou a andar nos últimos dias, enquanto seus depoimentos foram marcados.

O GLOBO – ANCELMO GOIS

 

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