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CPI do Rioprevidência vai discutir dívida bilionária do fundo com empresas no exterior

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as condições atuariais do Rioprevidência vai discutir as operações financeiras que alocaram recursos do fundo de previdência dos servidores do estado do Rio de Janeiro em empresas offshore, localizadas nos Estados Unidos. A reunião será nesta quinta-feira (16/05), às 10 horas, na sala 311, do Palácio Tiradentes.
Relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontou, em 2017, um rombo de R$ 10,5 bilhões no fundo de previdência. Entre as razões para o déficit estão irregularidades em empresas com sede na cidade de Dellaware (Estados Unidos) criadas pelos gestores do Rioprevidência para captar recursos usados para capitalizar o fundo. Segundo o documento, o Rioprevidência precisou arcar com penalidades bilionárias por quebrar cláusulas estabelecidas nos contratos de empréstimo. De acordo com o parecer do Conselheiro do TCE, José Gomes Graciosa, a medida comprometeu a solidez do fundo ameaçando,assim, o futuro das aposentadorias dos servidores do estado do Rio.

O presidente da CPI , Flávio Serafini (PSOL), afirmou que entender as operações de crédito feitas no exterior é crucial para saber os motivos do desequilíbrio nas contas do Rioprevidência. “A Operação Delaware é um dos pontos mais importantes da CPI para avançarmos nas investigações e podermos entender os reais problemas do RioPrevidência. Queremos mais transparência às informações e também permitir mais participação social no debate sobre o sistema previdenciário do Estado”, destacou Serafini.

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