SINDICATO DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO

ÁREA RESTRITA

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Bons em encher os cofres

Já é sabido que o Brasil cobra muito imposto sobre o consumo de bens e serviços. Por aqui, as alíquotas do imposto sobre a circulação de mercadorias e serviços (ICMS) chegam a ser quatro vezes superiores à média de tributos semelhantes cobrados pelos países da OCDE, o clube das nações desenvolvidas. Mas quão eficiente é a arrecadação desse tipo de tributo, feita nos estados? Um estudo da Universidade Estadual de Campinas, em parceria com a Universidade de São Paulo e com a consultoria tributária Systax, mostrou exatamente quais são as unidades da federação que empregam menos recursos na hora de coletar impostos — e o fazem do melhor jeito possível.

O estudo considerou itens como a frequência de mudanças nas regras tributárias, a quantidade de servidores das fazendas estaduais e o volume de tributos arrecadados. O Amazonas ocupou a liderança, enquanto o Piauí ficou em último lugar. “O Amazonas não tem muitos servidores, muda pouco a legislação e tem grandes empresas, o que garante alta arrecadação”, diz Otávio Cabello, professor na Unicamp e autor do estudo. “No geral, os estados não são eficientes.” Ao que tudo indica, no Brasil, além de o Estado morder uma fatia considerável da riqueza, a maneira como isso ocorre tem muito a melhorar.

REVISTA EXAME

 

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