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Bolsonaro: Funcionalismo público é o grande problema da Previdência

O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, afirmou na noite dessa terça-feira em entrevista à TV Bandeirantes que considera o funcionalismo público o "grande problema" da Previdência no Brasil. Bolsonaro disse que nesse setor há uma "fábrica de marajás".

O militar afirmou que, se eleito, vai acabar com as incorporações salariais no setor público e elevar a idade mínima de aposentadoria para homens deste grupo para 61 anos. "Vamos acabar com as incorporações (gratificações, entre outros) num primeiro momento, e vai com calma que você resolve", disse o candidato.

"O grande problema é o serviço público. O resto você combate a fraude e o descaso. Serviço público, o homem se aposenta com 60 anos de idade. Vamos botar 61. Você aprova. Se você quiser já botar 65, mesmo que seja mais na frente, você não vai aprovar. Porque a esquerda vai fazer uma campanha enorme dizendo que você vai se aposentar no cemitério. Se você fizer com calma, tu chega lá. Não adianta colocar remendo novo em calça velha. Dá para tratar desses assuntos vagarosamente."

Bolsonaro citou ainda que, inicialmente, a proposta de reforma da Previdência de Michel Temer propunha aposentadoria de policiais militares com 65 anos. "Vai ser um fuzil ou uma bengala que o soldados vai usar? A expectativa de vida do policial no Rio é de 50 e poucos anos. Não pode tratar policial militar e Forças Armadas da mesma forma."

O candidato afirmou que é contra a privatização do "miolo" da Eletrobras e da Petrobras. "Para mim, energia elétrica a gente não vai mexer. Até converso com o Paulo Guedes [economista da campanha]. O que dá errado lá é indicação política. Nós vamos indicar as pessoas para compor isso [o comando da estatal de energia]. Você não pode privatizar para qualquer capital do mundo. A China está comprando o Brasil. Você vai deixar nossa energia na mão do chinês?"

Bolsonaro comparou o setor elétrico com um galinheiro de que a pessoa tira seu sustento da venda de ovos e galinhas, mas, privatizando, não sobram ovos para ela comer. "Você não vai ter a garantia no final de semana de comer um ovo cozido. Nós vamos deixar a energia na mão de terceiros?"

Questionado se considerava privatizar, por exemplo, a distribuição de energia, respondeu: "Você pode conversar sobre distribuição. Geração não, de jeito nenhum."

A respeito da Petrobras, o candidato disse considerar possível privatizar o refino do petróleo. "O miolo dela [da Petrobras] tem que ser conservado. Nós não temos recursos para explorar o pré-sal. Arrebentaram com a Petrobras. Daqui a 20 anos, 30 anos a energia será outra. O refino dá para privatizar. Mas tem que ver o modelo. Para exploração, temos tecnologia mas não temos recurso."

Bolsonaro afirmou ainda que, se eleito, vai reduzir a carga tributária sobre os combustíveis. "Ninguém quer a Petrobras com prejuízo, mas também não pode usar do monopólio para tirar o lucro que bem entende."

Em relação a outras estatais, o militar disse que "as que dão prejuízo têm que imediatamente partir para privatizar ou até mesmo extinguir". Segundo Bolsonaro, "mais de 50" estatais estariam nessa situação.

11/10/2008

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