SINDICATO DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO

ÁREA RESTRITA

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Após a tempestade, o equilíbrio

A República Federativa do Brasil é formada pela união indissolúvel dos estados e municípios e do Distrito Federal. Não há, portanto, como avaliar a conjuntura econômica ou política de determinada unidade da Federação, como o Estado do Rio de Janeiro, sem levar em consideração o que ocorre no país.

Recente reportagem publicada pelo GLOBO informa que cumpri 28 das minhas cem promessas de campanha. Diante da hecatombe financeira que atingiu o país e mais fortemente o Rio, castigado adicionalmente pela crise da Petrobras e a queda nos preços do petróleo, é natural que muitas promessas sejam modificadas na sua perspectiva de realização. Mantivemos, por exemplo, o compromisso com o programa das UPPs. Análises da Secretaria de Segurança e PM diagnosticaram a necessidade de uma maior aproximação das UPPs com os batalhões. Dessa forma, três mil PMs passaram a reforçar o policiamento ostensivo na Região Metropolitana, o que possibilitou a melhoria de alguns índices, como a apreensão de armas como fuzis. O Rio é o primeiro estado a ter um fundo constitucional com verba carimbada para a segurança, outro avanço no combate à criminalidade.

Além disso, as obras de abastecimento de água na Baixada Fluminense, que estarão concluídas ainda este ano, terão efeitos imediatos na qualidade de vida de 2,2 milhões de pessoas. Trata-se do maior conjunto de obras de abastecimento em execução no país, com R$ 3,4 bilhões de empréstimo da Caixa à Cedae.

Já estamos no caminho da retomada. A frota da Polícia Militar será renovada. Já foram contratados e estão em produção os 12 últimos trens necessários à conclusão da climatização da frota de mais de 200 operados pela SuperVia. Obtivemos o aval do Banco Mundial para a liberação dos recursos para a conclusão da nova sede do Museu da Imagem e do Som, em Copacabana. Vamos reabrir a Biblioteca Parque Estadual, no Centro, e temos outras obras para serem retomadas, como a estrada Paraty-Cunha e a ponte em São João da Barra, importantíssima para a região que conta com o Porto do Açu.

É preciso lembrar que o país vivencia, desde o início de 2015, aquela que é considerada a maior crise econômica da sua história. Nos anos de crescimento, o Rio foi também um inequívoco destaque em nível nacional. Nossa história está intrinsecamente ligada aos movimentos do nosso país, sendo que o estado é uma caixa de ressonância da nossa nação.

Quando o Brasil vai mal, o Rio vai mal.

Não tenho dúvidas, diante desse cenário, que o meu maior legado para o estado, além das obras de abastecimento de água da Baixada, será o Regime de Recuperação Fiscal (RRF), que exigiu muita determinação e trabalho. Apenas no ano passado, fui 29 vezes a Brasília, esforço que culminou na nossa adesão ao RRF, um reconhecimento do governo federal de que não havia saída para a crise financeira fluminense sem a parceria da União.

O RRF resultará em um ajuste de R$ 96 bilhões para o estado em seis anos. Vamos regularizar os pagamentos dos salários de servidores, dar previsibilidade a fornecedores, melhorar a prestação de serviços e recolocar o Estado do Rio na rota do crescimento econômico.

O regime é o que construímos com o governo federal, pioneiramente, sobre os escombros da depressão econômica do Brasil. O resultado dessa luta vai permitir aos meus sucessores manterem o nosso estado na rota de crescimento e desenvolvimento.

Quando o Rio vai bem, o Brasil vai bem.

OPINIÃO - Luiz Fernando Pezão é governador do Rio

12/01/2018

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