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Apesar da crise, pedidos de exoneração feitos por servidores caem até 48% no Rio

Apesar da crise que afeta o setor público, com o congelamento dos salários, o aumento da contribuição previdenciária e até os atrasos nos pagamentos dos vencimentos, os pedidos de exoneração caíram entre os servidores estaduais e do município do Rio. Nos últimos 36 meses — considerando os períodos entre outubro de um ano e setembro do outro, a partir de 2014 (confira ao lado) —, as quedas percentuais em relação aos pedidos de desligamento foi de 41% para os funcionários vinculados à prefeitura, e de 48% para aqueles ligados ao governo estadual.

Para o economista Istvan Kasznar, o serviço público se encontra, atualmente, “em estado de espera”. O jeito, portanto, é aguardar a volta dos investimentos no setor.

— Vejo três causas que levam a esse cenário. A primeira é a proximidade do fim do atual governo do estado. O próximo ano será o último de mandato, e a esperança de melhora renasce. O segundo fator é a ajuda da União, que criou mecanismos para tentar conter a crise. O terceiro é a concepção básica dos pedidos de exoneração: o servidor só sai de onde está para um lugar melhor. E isso não existe atualmente no mercado — disse Kasznar, mestre em Economia e bacharel em Administração Pública e de Empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Há o caso, também, daqueles que cogitaram retornar ao setor privado. Foi o que pensou a design gráfico Maria Fernanda de Novaes, servidora estadual vinculada à Fundação Cecierj desde 2013. Ao colocar na balança as vantagens e as desvantagens, ela desistiu de sair.

— Tive uma proposta de trabalho de uma empresa e considerei tirar uma licença por três meses, com a possibilidade de exoneração depois. Mas achei que era arriscado. A possibilidade de ficar desempregada é assustadora — disse Maria Fernanda, de 50 anos.

A avaliação é a mesma de Istvan Kasznar:

— Os investimentos devem voltar. Quem sabe, no futuro, seja uma opção confiável.

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