SINDICATO DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO

ÁREA RESTRITA

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Apenas sete secretários do governo Witzel ainda não foram substituídos

Com o pedido de exoneração do secretário de Turismo, Otavio Leite (PSDB), que pretende estudar no exterior, a dança das cadeiras no governo Wilson Witzel aumentou. Dos 27 nomes do primeiro escalão nomeados em janeiro de 2019, quando teve início a gestão do governador, apenas sete permanecem nos mesmos cargos para os quais foram escalados. O número diminuirá ainda mais nos próximos dias, pois, em meio ao processo de impeachment na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Witzel, que ainda não anunciou um substituto para Leite, pretende extinguir a Secretaria de Governo e recriar a de Planejamento.

Neste movimento, Cleiton Rodrigues, um dos conselheiros políticos do Palácio Guanabara, deixará a pasta de Governo, migrando para a Casa Civil. Já o atual chefe da Casa Civil, Raul Teixeira, voltará a atuar como procurador. A medida visaria a uma aproximação com a Alerj, pois Teixeira é visto como uma indicação do ex-secretário de Desenvolvimento Econômico Lucas Tristão, desafeto de parte dos parlamentares. Já a Secretaria de Casa Civil passará a incorporar programas como o Segurança Presente e Lei Seca. Subsecretário de Orçamento e Finanças, Bruno Schettini assumirá a pasta de Planejamento. Procurado, o governo afirmou que o martelo sobre as mudanças “ainda precisa ser batido”, mas O GLOBO apurou que Witzel já comunicou as trocas a seus auxiliares.

Apenas durante a crise que surgiu depois das denúncias de superfaturamento para compra de respiradores e hospitais de campanha, já foram oficializadas dez trocas no primeiro escalão. Na Saúde, Edmar Santos, investigado pelo Ministério Público Federal, foi sucedido por Fernando Ferry, que deixou a cadeira um mês depois de ser nomeado alegando que não “sujaria” seu CPF. Agora, o comando da pasta está com o bombeiro Alex Busquet. Deslocado para a secretaria especial de atenção ao Covid-19, Edmar também deixou o cargo, atualmente ocupado por Flávia Regina Pinho Barbosa.

Nessa crise, não há um titular na representação do estado em Brasília. E a Secretaria de Trabalho conta com um secretário interino, Juarez Filho, desde a saída de Jorge Gonçalves no fim de maio. A exoneração de Gonçalves foi consequência do rompimento dos Republicanos, partido do prefeito Marcelo Crivella, com Witzel.

Entre os principais nomes que saíram do governo depois da investigação que apura desvios na Saúde estão o de Tristão e o do ex-secretário de Fazenda Luiz Claudio Rodrigues de Carvalho.

 

 

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