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2/3 dos reeleitos para a Câmara têm votação menor nesta eleição

Levantamento feito pelo G1 mostra que 159 dos 240 deputados federais reeleitos neste ano – o equivalente a 66% – tiveram um desempenho nas urnas pior que nas eleições de 2014. Isso significa, portanto, que dois a cada três deputados tiveram menos votos, apesar de terem renovado o mandato na Câmara dos Deputados. Os números são da Câmara dos Deputados e do Tribunal Superior Eleitoral.

Menos da metade dos políticos que tentou a reeleição conseguiu. E os dados mostram que, para a maioria dos que conseguiram, o resultado nas urnas não foi tão bom.

Percentualmente, a deputada federal Clarissa Garotinho (PROS-RJ) teve a maior redução de votos. Em 2014, a filha do ex-governador Anthony Garotinho conquistou 335.061 votos. Desta vez, Clarissa contabilizou apenas 10,5% dos votos do pleito anterior: 35.131. Ainda assim ela foi eleita.

O candidato do PSOL Jean Wyllys (RJ) aparece logo depois. Ele registrou uma brusca queda em seus votos. Em quatro anos, o ex-BBB passou de 144.700 para 24.295 votos. Os votos recebidos pelos demais candidatos do PSOL ajudaram a manter a cadeira de Wyllys na Câmara. Seu colega de partido Marcelo Freixo foi o segundo mais bem votado no Rio de Janeiro, com 342.491 votos.

O deputado Paulinho da Força (SP), fundador do Solidariedade e presidente da Força Sindical, ficou com a terceira maior queda na votação. O número de votos caiu de 227.186 para 75.613 votos na comparação de 2014 com 2018. Eleita por Roraima, Shéridan (PSDB) tinha 35.555 votos há quatro anos e, agora, registrou 12.129 votos.

Em números absolutos, o deputado Celso Russomanno (PRB-SP) teve a maior perda de votos. Em 2014, ele saiu vitorioso com 1.524.361 votos. Agora, ficou com quase 1/3 daquele número: 521.728 votos. Ou seja, Russomanno perdeu mais de 1 milhão de votos.

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do candidato a presidente Jair Bolsonaro, teve o maior aumento no número de votos na comparação dos resultados de 2014 e 2018. Na estreia eleitoral, em 2014, Eduardo conseguiu 82.224 votos e foi o 61º deputado mais votado no estado. Na época, ele concorria pelo PSC. Neste ano, foram 1.843.735 votos – a maior votação da história para o cargo.

Nas eleições de 2014, o deputado Fausto Pinato (PP-SP) foi "puxado" pela sigla em que concorria na época, o PRB. Agora, disputando pelo PP, ele conquistou 118.684 votos. Esse número é cinco vezes maior que o resultado de Pinato em 2014: 22.097 votos.

Também eleito por São Paulo, o deputado Capitão Augusto (PR) estará na bancada de policiais e militares da Câmara. Os votos do deputado saltaram de 46.905 para 242.327. Outro deputado do PR ficou em 4º lugar no ranking dos deputados reeleitos com melhor desempenho nas urnas: Miguel Lombardi (PR-SP). Conquistou 93.093 votos nestas eleições ante 32.080 em 2014.

O deputado Alessandro Molon (PSB-RJ) também conseguiu melhorar seu desempenho nas urnas e ficou no 5º lugar no ranking. Em 2014, quando estava filiado ao PT, Molon teve 87.003 votos. Agora, o parlamentar ficou com 227.914 votos.

G1 - 11/10/2018

O levantamento do G1 também identificou que 20 dos 25 líderes de partido disputaram a reeleição para a Câmara dos Deputados. Desse grupo, 14 deputados tiveram menos votos nestas eleições em comparação com 2014. Seis registraram números superiores ao pleito anterior.

Apenas 3 dos 14 deputados que tentavam a reeleição não conseguiram renovar o mandato: Felipe Bornier (PROS-RJ), João Derly (Rede-RS) e Jovair Arantes (PTB-GO). Os líderes de PSL, Patriota, DEM e Solidariedade não disputaram a reeleição para a Câmara. Já o líder do PSDB, Nilson Leitão, tentou uma vaga ao Senado.

Veja abaixo o número de votos dos líderes de partido que concorreram à reeleição:

Entre os deputados que buscavam a reeleição, mas não conseguiram ser eleitos, a redução de votos foi profunda para os deputados Roberto Sales (DEM-RJ), Cristiane Brasil (PTB-RJ) e George Hilton (PSC-MG). Eles tiveram as maiores quedas considerando apenas os deputados que não conseguiram a reeleição. Filha de Roberto Jefferson, Cristiane Brasil chegou a ser anunciada ministra do Trabalho, mas não pôde tomar posse por ter condenações na Justiça Trabalhista.

Já o deputado George Hilton chegou a ser ministro dos Esportes no governo Dilma Rousseff, em 2015 e 2016, mas seu lugar na Câmara não foi mantido ao alcançar 23.091 votos (15% do montante que tinha angariado em 2014). Os herdeiros de Cabral e Picciani, Marco Antônio Cabral e Leonardo Picciani, ambos do MDB-RJ, também registraram alto percentual de diferença de votos.

Irmão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, preso na ala de segurança máxima na Papuda, o deputado Lucio Vieira Lima também ficará de fora da próxima legislatura. Seus votos caíram de 222.164 para 55.743, o que não foi suficiente para garantir uma vaga na Câmara.

 

 

 

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