SINDICATO DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO

ÁREA RESTRITA

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Como conseguir vantagens com a troca do banco

Negociar juros do consignado no estado é um dos benefícios

Os servidores estaduais podem, desde já, obter vantagens com a migração para o novo banco responsável pelo pagamento dos salários e benefícios. A partir de janeiro de 2012, o Bradesco assume as contas de 420 mil funcionários do estado no lugar do Itaú-Unibanco. Enquanto a mudança não ocorre, servidores que, à pedido da Coluna, procuraram os seus gerentes no Itaú, contaram que conseguiram negociar taxas menores de juros do empréstimo consignado.

Para o professor do Ibmec e consultor de finanças Ruy Quintans, a negociação direta com o gerente é a melhor forma de conseguir vantagens. Principalmente, na época em que os bancos ainda não mostraram as “armas”. Procuradas pela Coluna, as duas instituições financeiras alegaram que, por questões éticas, ainda não podem antecipar as ações que serão propostas aos correntistas.

A falta de orientação é uma das principais queixas dos servidores. A professora aposentada Marluci de Oliveira Almeida, 53 anos, não gostou da mudança. Ela reclama da falta de um órgão ou contato para esclarecer dúvidas: “Sempre fui bem tratada no meu atual banco e já estava acostumada com os procedimentos. Gostaria de manter o banco. Não há condições de ficar com várias contas. Espero que o serviço seja bom no outro também”, afirma.

O governo do estado não quis comentar o teor da reportagem.

Recolhimento de impostos
O Bradesco venceu, em maio, o leilão do antigo Banco do Estado do Rio de Janeiro (Berj). Por R$ 1,8 bilhão, a instituição financeira também terá direito de recolher impostos (IPVA e ICMS, por exemplo), taxas do Detran (vistoria anual e carteira de motorista) e, ainda, contas de fornecedores do estado. O Bradesco vai absorver os serviços a partir de janeiro de 2012, dando tempo para a migração de contas.

Para garantir escolha do banco pagador
Lei estadual
A Lei 4.948/06 determina que os servidores públicos do Estado do Rio escolham o banco que desejarem receber o salário.

Burocracia
Segundo o autor da lei, deputado Paulo Ramos (PDT), a legislação não é cumprida por problemas burocráticos. A aprovação ocorreu após a compra do Banerj (Banco do Estado do Rio de Janeiro) pelo Itaú em 1997, dificultando a execução do texto.

Representação
Logo assim que o Bradesco comprou a carteira de clientes do Berj (parte do banco do antigo Estado do Rio, que permaneceu com o governo), o deputado Paulo Ramos ingressou com representação no MP do Rio, para que a lei fosse cumprida.

A tempo
O deputado acredita que o MP vai agir a tempo, antes de o Bradesco assumir as contas dos servidores.

Direito
“O salário é do funcionário público e cabe somente a ele decidir em qual banco receber os seus benefícios. Todos os interessados em escolher o banco têm que fazer um requerimento apontando em qual agência e banco deseja que tenha o salário depositado. É injustiça o banco ser imposto pelo estado”, diz Ramos.

Sindicatos
O deputado informou à Coluna que vai pedir aos principais sindicatos do estado, para que os seus associados também enviem requerimentos ao governo estadual. Segundo ele, é necessário que os servidores demonstrem o descontentamento em não poder escolher o banco que paga seus vencimentos.

ITAÚ
BRADESCO
2 a 12 meses: 2,50% a.m.
1 a 6 meses: 1,50% a.m.
13 a 24 meses: 2,41% a.m.
7 a 12 meses: 2,15% a.m
25 a 36 meses: 2,33% a.m.
13 a 24 meses: 2,35% a.m
37 a 48 meses: 2,18% a.m.
25 a 37 meses: 2,40% a.m
49 a 54 meses: 1,94% a.m.
Não opera no período
55 a 60 meses: 1,73% a.m.
Não opera no período
Fonte: Governo do Estado do RJ

 

COLUNA DO SERVIDOR - 10/07/2011

 

Fontes de Notícias :