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Campanha deixa as ruas e continua na Alerj

De olho na presidência da Assembleia, deputados do PMDB fazem corpo a corpo com colegas. Campeão nas urnas, Wagner Montes (PDT) pode disputar a cadeira

A eleição já passou, mas dentro da Alerj os deputados continuam em campanha. O objetivo principal é a presidência da Casa. Ontem, na primeira sessão depois da votação de domingo, os dois candidatos considerados mais fortes — Paulo Melo e Domingos Brazão, ambos do PMDB — se empenharam no corpo a corpo com os colegas em busca de apoio.

“Eu me preparei ao longo dos anos. A presidência da Casa não é uma vontade individual. Espero primeiro que a gente tenha uma composição dentro do PMDB. Não é momento de disputa agora. Temos um mandato a terminar e o governador tem mensagens importantes”, disse Melo. Em sua estratégia de campanha, ele fez questão de telefonar para vários deputados dando os parabéns assim que saiu o resultado das urnas.

Brazão afirmou que a disputa pelo cargo dentro do partido “não é uma briga”. “Acho que é legítimo. Todos aqueles que se elegeram, não só do PMDB, mas de outros partidos, estão legitimados a apresentar seu nome para a presidência da Casa. Acho que tenho um número muito maior de adesões, mas não quero a política do confronto”, acrescentou.

Outro peemedebista, Edson Albertassi, também está na disputa. Mas o PDT, que garantiu a segunda maior bancada com um deputado a menos do que o PMDB, também pode disputar a vaga. Recordista das urnas, Wagner Montes (PDT), com 528.577 votos, também pode disputar a presidência, como noticiou ontem O DIA.

“O governador quer falar comigo. Estou esperando, mas não acho que ele vai falar sobre a Assembleia. Acredito que pode ser em função da campanha da ministra Dilma”, disse Wagner, acrescentando que Melo e o vice-governador Luiz Fernando Pezão lhe telefonaram ontem.

Reunião de bancada
Líder do PDT na Alerj, o deputado Paulo Ramos evitou falar sobre uma possível disputa, mas afirmou que vai marcar uma reunião na próxima semana com a nova bancada do partido. “A posse é só no dia 1º de fevereiro, mas no dia seguinte tem eleição da Mesa Diretora. Temos que conversar antes”, alertou.
A possibilidade de o PDT disputar a presidência já é considerada por deputados do próprio PMDB. “O PDT também elegeu número grande de deputados. Mas acredito que eu consiga unir mais”, afirmou Brazão.

Clarissa Garotinho e Lucinha prometem esquentar a briga
Estreantes na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), as vereadoras Clarissa Garotinho (PR) e Lucinha (PSDB) prometem esquentar a briga pelo comando da Casa. Recém-eleitas como deputadas, elas defendem o lançamento de uma candidatura de oposição.

Filha do ex-governador Anthony Garotinho, Clarissa defende a união dos partidos que não fazem parte da base governista. “Não tenho pretensão de me candidatar. Mas é claro que alguns partidos como o DEM, PSOL e o próprio PRB do Crivella, que não tiveram o apoio do governador nessas eleições, terão que se posicionar”, disse Clarissa, que já foi procurada por Brazão e Paulo Melo.

“Acho que ainda é muito cedo para discutir isso. Quem está preocupado são os governistas e os deputados que já lançaram suas candidaturas”, frisou.

Lucinha, que também foi procurada pelos futuros colegas, já se articula com o bloco de oposição. “Na sexta-feira, vamos ter uma reunião com alguns deputados de oposição e outros que acabaram de ser eleitos para discutir os rumos da oposição no próximo mandato”, afirmou a futura deputada tucana.

06/10/2010

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