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Cabral sanciona lei que anistia os bombeiros

O governador Sergio Cabral anunciou ontem, no Twitter, que sancionou a lei concedendo anistia administrativa aos 429 bombeiros que participaram da invasão ao Quartel Central da corporação, no início do mês. Cabral também aprovou o uso de 30% do Fundo Especial dos Bombeiros (Funesbom) para gratificações e antecipação do reajuste salarial de policiais, bombeiros e inspetores de segurança.

Todos os projetos foram aprovados pelo plenário da Alerj na última terça-feira.
"Já estão sancionados a anistia administrativa para bombeiros, 30% do Funesbom para gratificações e antecipação de 5,58% da recomposição salarial", escreveu o governador em seu perfil no microblog.

Anistia criminal pode ser votada hoje em Brasília
O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), fechou um acordo ontem à noite para tentar votar ainda hoje projeto que anistia os bombeiros. A ideia é devolver o texto para votação na Comissão de Constituição e Justiça em caráter terminativo. Ou seja, não precisaria passar pelo plenário da Câmara, onde outro projeto em regime de urgência trava a pauta de votação.

A decisão foi costurada depois de longas conversas entre líderes dos bombeiros e deputados federais. De tarde, o líder do governo na Câmara dos Deputados, Candido Vaccarezza (PT-SP), informara que o governo não pretendia retirar a urgência constitucional do projeto que cria o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), o que inviabilizaria a votação imediata da anistia criminal aos bombeiros do Rio.

Os 439 bombeiros que participaram da manifestação no Quartel Central da corporação em 3 de junho se concentraram ontem de manhã em frente ao Congresso Nacional. Eles disseram que só retornarão ao Rio depois que a anistia for aprovada. Em audiência na Câmara, 19 deputados de diversos partidos - a maioria da bancada fluminense - manifestaram apoio aos bombeiros.

Segundo Vaccarezza, o governo considera o Pronatec "projeto de extrema relevância" e, por isso, não há orientação do Palácio do Planalto para a retirada da urgência constitucional.

- Os bombeiros não foram condenados. A prioridade é votar o Pronatec e a urgência está mantida - afirmou o líder do governo.
O acordo fechado ontem à noite é uma tentativa de vencer o impasse.

30/06/2011

 

 

 

 

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