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ÁREA RESTRITA

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Cabral descarta aumento da marginalidade em municípios devido a implantação de UPPs na capital

Em entrevista, governador diz que, se reeleito, manterá Beltrame na segurança pública

O governador do Rio e candidato à reeleição pelo PMDB, Sérgio Cabral, afirmou nesta quarta-feira que os criminosos que estão sendo expulsos das comunidades com a implantação das Unidades de Política Pacificadora (UPPs) não estão contribuindo para o aumento da marginalidade em cidades da Baixada Fluminense e da Região Metropolitana do estado. Em entrevista à rádio CBN, ele declarou que cerca de 90% dos jovens que servem ao tráfico nas áreas dominadas pelos bandidos deixam a criminalidade com a chegada da polícia nas favelas e que apenas uma pequena minoria - de "de quatro ou cinco pessoas", disse ele - continua na crime, sendo obrigados a fugir.

"Nessas regiões (Niterói, São Gonçalo, municípios da Baixada) infelizmente a criminalidade já existia antes da implantação das UPPs. Não é porque eles (os bandidos) estão saindo daqui (da capital) que a violência acomete essas cidades", disse Cabral.
O governador aproveitou a oportunidade para reforçar seu compromisso de campanha de implantar as UPPs em todas as áreas do estado dominadas pelos marginais. "Tenho com a população um compromisso de pacificar todas as comunidades. Não posso dizer que irei acabar com o tráfico, mas sim que não haverá mais nenhuma comunidade controlada por criminosos", garantiu.

Beltrame garantido
Cabral afirmou que para dar continuidade ao trabalho na área de segurança ele continuará com o Secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, no cargo. "Quando o escolhi para o cargo, eu não tinha dúvidas de que seria uma escolha feliz. Com uma equipe extraordinária, ele demonstrou grande compromisso com o resgate da cidadania nas comunidades controladas pelo tráfico. Para o próximo governo, buscaremos uma política de sgurança ainda mais consistente. Ainda não alcançamos o ideal, mas estamos no caminho certo".

Metrô
Questionado sobre a paralisação das obras da Linha 3 do Metrô - uma promessa do primeiro mandato de Cabral - o governador disse que o governo federal já liberou a verba necessária para a construção. O problema, de acordo com ele, é uma pendência na prestação de contas do governo anterior no Tribunal de Contas da União (TCU). O candidato garantiu que assim que a situação for resolvida, as obras serão retomadas.

09/09/2010

 

 

 

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