SINDICATO DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO

ÁREA RESTRITA

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Aliados de Cabral já cobiçam cargos

Entre as prioridades, controle da verba da infraestrutura para preparar o Rio para a Copa e as Olimpíadas

Com o tabuleiro nas mãos, o governador Sérgio Cabral começa a separar as peças que vão compor um eventual segundo mandato, caso seja mantido o favoritismo apontado pelas pesquisas de intenção de voto. No jogo político, levarão a melhor os partidos aliados com mais cadeiras na Assembleia Legislativa (Alerj). Quanto maior a bancada, maior o lote no Palácio Guanabara. Cabral terá duas preocupações ao montar sua equipe: preparar o estado para a Copa e as Olimpíadas e contemplar as 15 legendas que compõem a aliança com o PMDB.

A participação de aliados no governo será peça importante para Cabral manter a maioria na Alerj. O governador deverá enfrentar resistência maior com o possível crescimento da bancada do PR, controlada pelo ex-governador Anthony Garotinho.

- Não vamos falar de loteamento do governo. Mas é claro que a composição vai depender das eleições para o Legislativo - afirma o líder do governo na Alerj, Paulo Melo (PMDB).
O PT desponta como o principal aliado. Hoje, a legenda mantém o controle das pastas da Ação Social e do Ambiente.

O partido deverá ampliar seu quinhão com, pelo menos, mais uma secretaria. O ex-ministro Carlos Minc é cotado para retornar à equipe.
Com a expectativa de ampliar a bancada de seis para dez cadeiras, o PDT se planeja.
A legenda mira na Secretaria de Trabalho e Renda. Hoje, a pasta está nas mãos do PSC, que vai precisar eleger três ou quatro deputados para pleitear a permanência.

A Educação também é cortejada pelo PDT.
- Não barganhamos apoio.
Nossa adesão foi programática.

Mas é claro que o partido quer ter participação no governo - afirmou o presidente estadual do PDT, José Bonifácio.

O PCdoB terá garantido o controle de órgãos de segundo escalão, assim como o PTB.
O PP, que esteve à frente da Secretaria de Transportes, uma das áreas problemáticas do governo, deverá ficar no controle, mas com a indicação de um nome técnico.
 

05/09/2010

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